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DIÁRIO DO COMERCIO

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Lucro líquido da Log Commercial Properties sobe 52,8% em um ano

Com o forte crescimento experimentado pelo setor logístico no decorrer do ano passado, especialmente relativo ao comércio eletrônico, a Log Commercial Properties, empresa que atua na incorporação, construção, comercialização de condomínios logísticos, que tem os donos da MRV como principais acionistas, encerrou 2020 com resultados históricos. Assim, os investimentos previstos pela companhia para expansão da Área Bruta Locável (ABL) saíram de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,2 bilhões.

“A demanda cresceu e está crescendo de forma muito rápida. A pandemia da Covid-19 acelerou alguns processos e tem feito com que todos os operadores logísticos busquem por áreas. Por isso, revisamos nosso plano. A busca tem ocorrido em todo o País, mas, certamente, Minas Gerais receberá grande parte destes investimentos”, afirmou o CEO da Log, Sérgio Fischer.

Em relação ao desempenho do ano passado, Fischer destacou também que o movimento ascendente do setor logístico levou ao crescimento robusto das operações da empresa e refletiu diretamente nos resultados financeiros. De acordo com o balanço de 2020, o lucro líquido da empresa alcançou R$ 140 milhões e o Ebitda – lucro sem descontar impostos, juros e amortizações – R$ 251 milhões.

Assim, o lucro líquido aumentou 52,8%, saindo de R$ 93,3 milhões em 2019, e o Ebitda subiu 39%, saindo de R$ 180,1 milhões um ano antes.

“Não sei se vamos manter os 50% de crescimento do lucro líquido, mas o desempenho vai ser igualmente robusto. A Log é a única gestora de galpões presente em todas as regiões do Brasil, com portfólio diversificado e modelo de negócio promissor”, completou. Atualmente, a empresa atua em 32 cidades e 13 estados.

Ocupação – Outro destaque é que a empresa já trabalha com taxa de ocupação de quase 100%. A vacância está em 3%, a mais baixa da história da Log, que abriu capital no fim de 2018. O nível no setor está em 14%.

Outros números do balanço indicam que a Log tem, ao todo, R$ 646 milhões em backlog de contratos ativos e atingiu 58,1 mil metros quadrados de ABL entregues durante o ano passado. Já a ABL média por contrato é de 4,5 mil metros quadrados e o cliente com a maior ocupação tem 7% da ABL total.

Ainda conforme a companhia, 11,3% da área entregue recebe operações exclusivas de e-commerce, sendo que 47% do portfólio comporta produtos direta ou indiretamente expostos ao crescimento do comércio on-line.

Por fim, Fischer ressaltou que a única preocupação diz respeito ao custo da construção. Segundo ele, desde o ano passado a Log vem sendo impactada pela elevação dos preços do aço e do concreto, situação que para o CEO só deve normalizar no segundo semestre.