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Mineiros do Ano 2019 | Sergio Fischer

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Em apenas um ano, a Log, locadora de galpões de alto padrão, tornou-se independente de sua criadora (a MRV), abriu capital, viu seu valor de mercado saltar de 1,2 para quase 3 bilhões de reais e cresceu 22% em 2019. Precisa dizer mais?

“O ano de 2019 mudou nossa história”, diz Sérgio Fischer, presidente da Log Commercial Properties, desenvolvedora e locadora de galpões de alto padrão. Os números da Log nos últimos doze meses são mesmo de impressionar. O valor de mercado da companhia saltou de 1,2 para 2,9 bilhões de reais. A empresa cresceu 22% em 2019 e fechou o ano com valor da ação cotada a 28 reais, 60% a mais do que quando se lançou na bolsa B3 pela primeira vez, em dezembro de 2018. Em 11 anos de mercado, a empresa tem quase 1 milhão de metros quadrados distribuídos por 26 cidades e nove estados. Só no ano passado foram construídos 200 mil metros quadrados de galpões. E é só o começo. A Log desenvolveu um plano consistente de crescimento para os próximos cinco anos (2020 a 2024), em que pretende adicionar mais 1 milhão de metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL) ao seu portfólio. “Vamos superar essa meta e fazer mais do que o previsto. “, afirma Sérgio. “Hoje, falta galpão no Brasil.”

 

Perfil:

Sérgio Fischer Teixeira de Souza, 41 anos

  • Nasceu em Belo Horizonte
  • Casado, 2 filhos
  • Formado em engenharia civil pela UFMG, com MBA em finanças pela Fundação Dom Cabral e curso de extensão em negócios para executivos pela Columbia University, em Nova York
  • Presidente-executivo da Log Commercial Properties

 

Com análises de mercado e objetivos na cabeça, o executivo gosta de desafios. Quando foi convidado pelo tio, o empresário Rubens Menin, a assumir o comando da Log, em 2008, Sérgio não pensou duas vezes. Abraçou o projeto e fez as malas. Na época, morava em Miami e era responsável por uma empresa de desenvolvimento de imóveis para locação da MRV nos EUA. Com a crise econômica americana, a construtora decidiu tirar o pé do acelerador e investir em galpões para locação no Brasil.

 

Sérgio começou a trabalhar na MRV com 18 anos, como estagiário da área de produção em um canteiro de obras no bairro Buritis, em 1995. Em 2004 já era gerente nacional do departamento de engenharia. Sérgio é agitado, pensa e fala rápido. É daqueles que querem tudo para ontem. “Tenho pavor de coisas paradas, sem resolver”, diz. Cerca de 40% dos clientes da Log operam e-commerce, o que tem impulsionado os novos negócios da companhia. “Mesmo na crise, o e-commerce tem crescido dois dígitos ao ano no Brasil”, afirma Sérgio. No dia a dia, ele começa a sentir a confiança do empresariado de volta. “A logística costuma ser a ponta dos investimentos. Quando as empresas começam a investir nela, é sinal de retomada.”

 

Um marco na história da companhia se deu no final de 2018. Depois de sólidos anos de crescimento, a Log desvinculou-se da MRV. É a única companhia de galpões logísticos e industriais brasileira listada na bolsa. Rubens, o maior acionista da MRV, injetou 100 milhões na Log e passou a ser também o maior acionista da empresa de galpões. No terceiro trimestre de 2019, o índice de ocupação dos galpões da Log bateu recorde: 95%. Em outubro do ano passado, a companhia ofertou mais ações na B3 e reforçou o caixa com 640 milhões de reais. A operação foi considerada um sucesso, mais uma vez.

 

Sérgio geralmente viaja de terça a quinta-feira para visitar obras e galpões Brasil afora. Por aqui, gosta de passar os fins de semana com a mulher e os dois filhos. Quando encontra-se com o tio e os primos, mesmo em momentos de lazer, o tema negócios está sempre na roda de bate-papo. “Muita coisa não conseguimos resolver no ambiente de trabalho”, diz. “E somos ambiciosos.”

 

Em apenas um ano, a Log tornou-se independente de sua mãe, a MRV, e já vale quase 3 bilhões de reais, cerca de um terço do valor atual de sua criadora (a MRV vale em torno de 10 bilhões de reais).

 

2019 pode ter sido o ano que mudou a história da Log, mas isso está longe de aplacar a inquietação deste jovem executivo. “Meu objetivo é superar a MRV em valor de mercado”, diz.  Será mais um caso clássico de criatura que supera o criador. O desafio está lançado!