Problemas estruturais tiram R$ 150 bi do país

Um estudo da consultoria GO Associados apontou verificou que a cada ano que o Brasil deixa de investir o mínimo para a manutenção da infraestrutura existe – ou seja, sem considerar os avanços necessários – a economia perde R$ 151 bilhões. Esse valor é próximo ao déficit primário previsto para o país em 2016.

O estudo mostra que, além dos serviços de baixa qualidade possibilitados pela estrutura existente, o baixo investimento reflete em menor geração de emprego, renda e menos recursos para os cofres públicos.

A consultoria destaca que, mesmo com os projetos como o Programa de Aceleração do Crescimentos (PAC) e Programa de Investimentos em Logística (PIL), os do PIB aplicados em infraestrutura nunca ultrapassaram os 3% do PIB. Esse valor é considerado um parâmetro mundial de investimentos para manter e estrutura existente.

O país investe na faixa de 2,2% do PIB em infraestrutura. A média mundial é de 3,8%, enquanto a China chegou a investir 8,5%.
Segundo a GO, os investimentos que deixaram de ser feitos em 2015 representaram R$ 23 bilhões a menos para os trabalhadores e R$ 14 bi nos cofres públicos.

Os investimentos em estrutura impactam diretamente na logística. Apenas 12% da malha rodoviária nacional é pavimentada, com boa parte de qualidade ruim. A malha ferroviária é pequena, principalmente ao se considerar as dimensões continentais do país. O estudo também considera a estrutura sanitária, como acesso a água tratada – apenas 16% da população – e rede de esgoto.

Com a crise econômica, são necessárias políticas de atração de investimentos. "O maior desafio hoje é a retomada da confiança do investidor, já que o País não tem condições de levar adiante a expansão da infraestrutura e dependerá de capital estrangeiro", afirma o professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende.

As concessões em parcerias com a iniciativa privada para aprimorar a estrutura nacional estimam investimentos de R$ 200 bilhões. A conjuntura atual impede que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social seja responsável por uma grande parte do financiamento, então é provável que instituições internacionais sejam envolvidas para reverter o cenário.
Problemas estruturais tiram R$ 150 bi do país
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