Preço da logística deixa açúcar brasileiro mais competitivo no exterior

Queda no preço do petróleo e alta do dólar contribuíram para preços mais atraentes

 

A baixa no petróleo, somada à desaceleração da economia chinesa, fizeram com que o custo do frete marítimo tivesse forte queda. Na segunda quinzena de janeiro, o frete da tonelada de açúcar de Santos para Taiwan (República da China) chegou a ser cotado em US$ 18,14, quase metade de um ano atrás e 77% abaixo do início de 2014. 

Considerando o mercado chinês, o VHP brasileiro chegava com custo de US$ 439/t no começo de 2014, 5,4% mais caro que o equivalente tailandês. Já no patamar de preços da última quinta-feira (14), o produto brasileiro chegaria neste mercado cotado a US$ 350/t, 2% mais barato que o seu concorrente.

Além da queda do preço do petróleo, a disparada no dólar em relação ao real fez com que o custo do frete rodoviário interno caísse consideravelmente quando cotado na moeda americana. Apesar do preço desta modalidade de transporte ter subido em média 17% desde o começo de 2014, a desvalorização cambial levou o preço em dólar a cair 30%.

A queda no custo do transporte pode acabar aumentando a participação do açúcar no mix produtivo, o que deve ser mais notável nos estados mais distantes dos portos (onde tradicionalmente a produção é mais alcooleira) uma vez que estes serão mais beneficiados pelo frete barato.

O frete marítimo mais em conta é essencial para que este aumento da produção seja absorvido pelos mercados importadores, principalmente da Ásia, onde o Brasil encontra maior competição com exportadores locais. 

*Com informações do portal Notícias Agrícolas

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