Importações podem impulsionar logística

Os problemas financeiros e operacionais da Petrobras devem abrir espaço para o setor privado intensificar sua participação no mercado de derivados de petróleo com o aumento das importações. Com a ampliação do mercado, especialistas esperam que a situação abra caminho para novos investimentos em logística.

A escassez de combustível que vem crescendo no mercado interno deve pressionar a agilização de projetos para terminais portuários, usinas de etanol e refinarias. Para tal, será necessária a participação decisiva e eficiente do Governo Federal, ainda que em período de instabilidade econômica e política.
O mercado já espera novidades no setor, principalmente partindo da estatal. "Nós vamos ver uma onda de mudanças no setor, com a Petrobras focando em exploração e produção", destacou o vice-presidente de logística, negociação de combustíveis e distribuição da Raízen, joint venture entre a produtora de etanol Cosan e a Royal Dutch Shell, Leonardo Gadotti.

A Petrobras espera levantar 15 bilhões de dólares com desinvestimentos até o final do ano. Cerca de 30% do valor deve ser gerado da venda de ativos de distribuição. Algumas fontes indicam que a estatal pode vender o controle na BR Distribuidora ou liquidar investimentos em gasodutos.
Assim, a expectativa é que o setor privado passe a ter um investimento mais direto na logística primária, como áreas de armazenagem, gasodutos e portos. Com a esperada retomada da economia, a estrutura logística do país deve ser otimizada para atender a demanda e tornar a produção nacional mais competitiva.

"Nós temos um desafio pela frente", disse José Augusto Dutra Nogueira, o chefe de operações da Ipiranga, segunda maior distribuidora de combustíveis do Brasil. Nogueira disse que será necessário expandir a capacidade dos portos para receber combustível importado em diversos Estados.
Com esses movimentos, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) prevê um forte aumento nas importações de produtos refinados assim que a economia for reaquecida. As projeções apontam para importações atingindo a marca de 742 mil barris por dia em 2026, contra 323 mil do ano passado se não houver aumento da capacidade de refino no país.

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/mercado-de-combustiveis-muda-com-aumento-de-importacoes
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