Frete brasileiro está 12,9% defasado

Uma pesquisa realizada com mais de 300 empresas de transporte rodoviário de cargas de todo o páis durante o encontro do Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado (CONET) realizado em São Paulo. O resultado apontou uma diferença de 12,9% entre os fretes praticados e os custos efetivos do serviço.

Mesmo que o índice tenha caído em relação ao ano passado (14,11%), os dados ainda são preocupantes, já que a pesquisa realizada em agosto de 2015 apontava uma defasagem menor que a atual, na faixa de 10,14%.

A pesquisa também constatou que 75,8% dos entrevistados tiveram queda no desempenho financeiro de 0,1 a 10% no ano passado. O resultado ainda apurou que 83,6 dos empresários não recebe o frete em dia e 78% dos entrevistados está pessimista em relação ao desempenho em 2016.

As pesquisas recentes mostram uma tendência de números maiores no início do ano, com quedas progressivas. Desde 2013, o mês de janeiro tem uma taxa de defasagem superior a 14%, enquanto os meses de agosto apresentem uma diferença menor entre preço e custos.

De acordo com José Hélio Fernandes, isso se dá até pela conscientização do empresário após a primeira divulgação. “Sempre reforçamos a importância da participação do empresário em eventos como o CONET para que possa se informar sobre as taxas que merecem atenção na hora de gerenciar os negócios”, comenta Fernandes.

Além do acúmulo histórico de defasagens, as diferenças entre preço e custo são decorrentes da inflação de insumos e da mão de obra. O desconhecimento dos custos também é um fator chave. A pesquisa aponta que 68,4% dos transportadores de carga fracionada desconhecem ou não cobram a TRT, Taxa de Restrição de Trânsito.

Entre os principais insumos, o óleo diesel teve aumento de 13,49% nos últimos 12 meses, e o salário de motoristas contabilizou 9% de aumento.

Fonte: http://www.logweb.com.br/materias/defasagem-frete-e-de-129-de-acordo-com-ntc/

 

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