Demanda firme dá impulso à logística

A demanda superior à oferta de áreas com infraestrutura de condomínios logísticos de alta eficiência no Brasil foi determinante, a despeito da crise da economia, para o resultado da Log Commercial Properties, empresa do grupo MRV especializada no ramo, durante o primeiro trimestre. O balanço da companhia divulgado ontem mostra aumento de 7% da receita operacional líquida, que foi de R$ 24,1 milhões, em relação ao período de janeiro a março do ano passado. Frente ao último trimestre de 2015, houve pequena queda de 0,4%, debitada pelo presidente da Log, Sérgio Fischer, à movimentação normal de locatários.

O lucro líquido da Log de R$ 10,329 milhões no primeiro trimestre sofreu o impacto de eventos não recorrentes e de ajustes das avaliações das propriedades da empresa a valor de mercado, o que, segundo Sérgio Fischer, explica o recuo de 25,2% ante o ganho obtido de outubro a dezembro de 2015 (R$ 13,807 milhões). Com base no critério do lucro líquido ajustado, o resultado indica crescimento de 58,9% nessa base de comparação.

Num mercado de baixa concorrência, a Log se beneficiou ainda da estratégia de diversificação geográfica de sua atuação. Em 31 de março, a companhia detinha 622 mil metros quadrados de área bruta locável em operação, atendendo 17 cidades e oito estados. De acordo com Sérgio Fischer, há demanda reprimida por galpões em projetos de condomínios logísticos classificados como classe A, de alto nível, principalmente no Nordeste e Centro-Oeste, regiões que têm recebido atenção especial da empresa.

“Há um parque muito grande desses empreendimentos de classe A para ser desenvolvido no Brasil. No Nordeste e Centro-Oeste, temos projetos 100% locados e há fila de clientes já instalados à espera de áreas destinadas à expansão”, afirma o presidente da Log. A oferta de galpões de alta eficiência em condomínios logísticos no país é estimada entre 10 e 11 milhões de metros quadrados, sendo 80% deles concentrados no Sudeste. No México, por exemplo, esse ativo alcança 50 milhões de metros quadrados.

Outro motivo, em plena turbulência da economia, que tem contribuído para manter a demanda firme no negócio dos condomínios logísticos é a busca das empresas por redução de custos operacionais. “Assistimos a operadores migrando para os condomínios atrás da eficiência dos galpões e do rateio dos custos, de serviços de alimentação aos de segurança, apesar da locação maior do metro quadrado”, afirma Sérgio Fischer.

Com otimismo em relação aos resultados deste ano, embora mantendo visão de cautela, como observa o presidente da Log, a expectativa da empresa é acelerar o ritmo de novos negócios no segundo semestre. Em 31 de março último, a companhia registrou carteira de 1,3 milhão de metros quadrados com projetos de condomínios logísticos distribuídos por 25 cidades e nove estados. Além de mercados considerados maduros como os de Minas Gerais e São Paulo, a companhia atua em regiões classificadas na atividade como em desenvolvimento, a exemplo da Bahia, Ceará e Goiás.

Ainda no primeiro trimestre, a Log apurou Ebitda (lucro antes de contabilizados juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 19,7 milhões, com margem ajustada de 82,1%, representando acréscimo de 1,5 ponto percentual ante idêntico período de 2015. Na mesma base de comparação, observou aumento de 9,1%.Empresa de propriedades comerciais do grupo MRV, a Log registra alta de 7% da receita operacional de janeiro a março
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