Custo logístico é mais caro no Nordeste

Uma pesquisa realizada pela Associação Nordestina de Logística (Anelog) apontou que, em média, as empresas da região gastam 30% de seu faturamento com custos logísticos. Os valores incluem transporte, manuseio e estoque das cargas. Nas regiões Sul e Sudeste o percentual varia de 12% a 15%.

 

Para o presidente da Anelog, Fernando Trigueiro, “a região perde competitividade. E o custo dos produtos se tornam mais caros para o consumidor final”. As despesas com logística acabam sendo incorporadas aos preços do produto final, gerando impactos diretamente ao consumidor.

Trigueiro argumenta que a região não utiliza modais variados de transporte, como ferrovias e hidrovias, quem têm menor custo. No Brasil, 63% de todos os produtos são transportados por rodovias. No Nordeste, este percentual é de 61%. A única hidrovia da região é a do São Francisco, que está fora de operação devido à pouca água no leito. Em relação às ferrovias, a região perdeu alguns de seus principais trechos que iam de Propriá, no Sergipe, até São Luís, no Maranhão.

“Em 1900, o Brasil tinha cerca de 30 mil quilômetros de ferrovia. Atualmente, são 29,7 mil quilômetros. Ou seja, o Brasil é tão continental quanto os Estados Unidos e a China. No entanto, aqui se decidiu concentrar nas rodovias sem investir em ferrovia”, destaca Paulo Roberto Bertaglia, diretor da Premiatta.

A logística da região também subutiliza a navegação marítima. “Não se usa nem 2% do potencial de cabotagem (navegação entre os portos do País). Não há modernização dos portos, faltam navios e linhas de navegação. Nos portos, a burocracia para a liberação de carga internacional é enorme no Brasil. Se a carga chegar de madrugada, tem que esperar até as 8 horas para começar a liberação do produto”, destaca Trigueiro. 

A pesquisa destacou que até o transporte a aéreo é ineficiente no que diz respeito à liberação de carga. Segundo números da Anelog, se leva em média 175 horas para liberar uma carga por avião. Nos EUA são oito horas, enquanto na China são apenas quatro.

Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/pernambuco/noticia/2015/10/20/custo-das-empresas-com-logistica-e-mais-alto-no-nordeste-204441.php

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