Companhia mineira vai construir oito condomínios

O montante será dividido em dois projetos. Um deles é a construção de oito condomínios com quase 4.000 unidades, que serão erguidos em cinco anos numa área de 642,44 mil m². “Será um bairro novo, com urbanização sensacional, com boulevard com pista de cooper, 500 palmeiras imperiais, uma praça maravilhosa. Um lugar para a comunidade”, detalha.

Com apartamentos compostos por dois quartos em sua maioria, as unidades fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida faixas 2 e 3 com lançamento previsto para o fim deste ano. O valor médio da unidade é de R$ 160 mil com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 700 milhões. “E o boulevard fica pronto em novembro, onde estamos investindo quase R$ 40 milhões”, conta. Menin se refere a obras de infraestrutura com a construção do Boulevard das Cachoeiras, uma via de 2,2 km que vai ligar a região central com a BR–262, KM 355, além de um parque, uma praça e um centro cultural em Betim.

Centro industrial. A outra frente de investimentos do grupo MRV em Betim é a construção do novo Parque Industrial de Betim (PIB). O aporte é de R$ 500 milhões na área com 6 milhões de m², a ser construído pela Log Commercial Properties, braço de logística do grupo. “Será o maior centro industrial privado de Minas Gerais”, afirma Menin, diante do potencial de geração de 66 mil empregos diretos e indiretos quando as empresas estiverem instaladas.

Com várias modalidades, serão 3 milhões de m² para a cidade industrial com as empresas. “A Log está com atuação nacional, mas esse é o maior projeto dela, que fará, além do galpão industrial, o parque da indústria”, diz Menin sobre o projeto que está localizado em frente ao novo trecho do Boulevard das Cachoeiras.

Com atuação em 142 cidades brasileiras, Menin informa que o grupo tem lançamentos em São Paulo com VGV de R$ 1,5 bilhão na capital. “Será na marginal Tietê num terreno de 120 mil m². São torres de 15 e 18 andares para 7.000 apartamentos num complexo com o mesmo conceito do empreendimento de Betim”, conclui Menin.

Centro cultural

Restauro. A região onde está sendo construído o Boulevard das Cachoeiras, em Betim, abrigou quedas d’águas que deram lugar à Usina Doutor Gravatá. A proposta da MRV é restaurar o espaço.

EMPRESA POSSUI TERRENO PARA 8 ANOS

A atuação do Grupo MRV para os próximos cinco anos é mais do que promissora. Na liderança do mercado como a maior construtora do país, segundo o ranking ITC, o CEO da MRV, Rafael Menin, conta que a companhia vem fazendo um investimento substancial na compra de terrenos. “Temos um ‘landbank’ (banco de terrenos) de quase R$ 40 bilhões e temos terreno para lançar (obra) nos próximos oito anos”, calcula Menin.

A maior parte dos terrenos, 40%, fica em São Paulo. A região Norte do país é a única em que a MRV não está presente. “Fizemos um movimento um pouco contrário e na crise passamos a ser mais compradores, acelerando a compra de terrenos”.

Assim, Menin espera que com a aceleração da economia a empresa passe a ter uma atuação maior ainda. “Temos time e terreno, mas temos que esperar para fazer novos movimentos. A MRV é uma empresa que lança 40 mil apartamentos por ano”, afirma.

Menin afirma que a MRV tem capacidade para fazer mais do que isso. “Mas tem que ter um pouco mais de conforto em relação à situação macroeconômica”. Isso porque a MRV tem capacidade para fazer 50 mil apartamentos por ano. “Para mudar esse patamar, preferimos esperar um momento menos turbulento”, observa Menin, filho de um dos fundadores da MRV, Rubens Menin.

Para o executivo, os anos de 2014, 2015 e 2016 são parecidos. “Conseguimos passar pela crise mantendo o tamanho da empresa”, comemora. (HL)

“A MRV é uma empresa que lança 40 mil apartamentos por ano. Temos capacidade para fazer mais do que isso, mas tem que ter um pouco mais de conforto em relação à situação macroeconômica. Temos time, estrutura de capital e terreno.” Rafael Menin

GRANDES NÚMEROS

142 cidades é a presença da MRV

240 canteiros de obras tem a MRV em todo o país

EMPREGOS

Durante as obras de infraestrutura e para a construção dos oito condomínios em Betim serão gerados 1.360 empregos diretos e outros 4.000 empregos indiretos.

Estudo da consultoria Colliers aponta que a operação total do distrito industrial em Betim será em 14 anos. O local deve criar 66 mil empregos – o dobro de postos atuais do município.

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