Com abertura de capital, LOG busca mercado de dívida e preparação para IPO

 Agência Estado, 27/08/2013
 
São Paulo, 27/08/2013 - O pedido de abertura de capital protocolado ontem na Comissão de Valores Monetários (CVM) para a Log Commercial Properties servirá para abrir o mercado de dívida corporativa para a empresa, além de prepará-la para um futuro IPO (oferta inicial de ações), conforme explicou o presidente, Sérgio Fischer, em entrevista ao Broadcast. "Foi um passo no sentido de melhorar a governança corporativa, nos preparando para um futuro IPO e para acessar dívida mais barata no mercado".
 
O pedido de abertura de capital foi para a categoria B, que permitirá à Log emitir valores mobiliários como debêntures e notas promissórias, mas não ações. "Estamos estudando como acessar o mercado de dívida. As debêntures públicas são um dos exemplos", mencionou Fischer. A expectativa do executivo é que a CVM dê uma resposta para a solicitação de registro nos próximos 60 dias.
 
Fischer lembrou que a Log planeja manter uma estrutura de capital formada por 40% de patrimônio próprio e 60% de dívida. A empresa é controlada pela construtora MRV Engenharia, dona de 37,9%, em conjunto com a gestora norte-americana Starwood Capital, com 30,0%, e o sócio recém-chegado Bradesco BBI, com 9,9%. Outros 22,2% estão ulverizados entre acionistas minoritários. A entrada do Bradesco BBI ocorreu em maio, acompanhada de uma injeção de R$ 128 milhões por um fundo controlado pelo banco, e outros R$ 150 milhões por parte dos outros dois acionistas majoritários.
 
A Log possui 457,8 mil m² de área bruta locável (ABL) construída e outros 786 mil m² de projetos já aprovados e em desenvolvimento, distribuídos principalmente entre galpões logísticos, além de pequenos shopping centers e escritórios comerciais. "A última capitalização nos deu fôlego para caminhar em 2013 e 2014. A próxima capitalização vai ser com o IPO", disse Fischer.
 
O executivo disse estar confiante no mercado de galpões logísticos, mesmo com o cenário mais adverso da economia. Ele ponderou, no entanto, que tem enfrentando dificuldade para locação dos galpões. "A demanda existe, conseguimos locar os projetos, mas está mais difícil. As empresas estão mais cautelosas".
 
Ele explicou que algumas cidades, como Campinas e a região metropolitana de São Paulo, têm muita oferta de imóveis logísticos, o que aumenta a dificuldade de comercialização. Já em cidades como Goiânia, Fortaleza e Feira de Santana, onde há pouco ou nenhum estoque, a comercialização tem fluído bem. "Chegamos a adiantar algumas etapas de obras nessas cidades", disse. A Log atua em nove Estados e 26 cidades. Segundo Fischer, a empresa tem a meta de locar 100% dos empreendimentos em até 6 meses após a conclusão das obras. Atualmente, a vacância nesses imóveis está em 10%. (Circe Bonatelli - circe.bonatelli@estadao.com)

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