Centro logístico lota em menos de dois anos

Administrador prepara liberação de segunda fase, anuncia negociação com grande varejista nacional e Codel considera evolução como indicador de crescimento

 
Saulo Ohara
O condomínio está em um terreno de 150 mil m², com área bruta locável de 60,5 mil m², além de pátio de manobra, estacionamento e vigilância
 
Londrina - Instalado em 2013 em Londrina, o condomínio logístico LOG Commercial Properties está com todos os espaços locados e com fila de interessados para a segunda fase do empreendimento. A procura na cidade foi considerada uma surpresa na empresa, que atua em 26 municípios de nove estados. Para o Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), ainda, trata-se de um indicador de que o município tem perspectiva de crescimento e de que possui ferramentas e serviços para atrair indústrias. 

São 20 mil metros quadrados (m²) já locados para cinco empresas na primeira fase. A segunda fase será de 15 mil m² e há espaço para uma terceira, do mesmo tamanho, e uma quarta, de 5 mil m². O início da construção deve ser no primeiro semestre deste ano, mas pode atrasar caso se confirme o interesse de uma grande empresa varejista nacional, que pode pedir que as três fases sejam erguidas em um galpão único. 

O presidente da Codel, Bruno Veronesi, diz que as empresas que já estavam na região precisavam de mais condomínios logísticos quando a LOG se instalou em município. Para ele, trata-se de mais uma solução apresentada na atração de empreendimentos. "Quanto mais equipamentos tivermos em Londrina, melhor para os empresários, que começam a nos reconhecer como uma cidade preparada para receber indústrias", diz Veronesi. 

Veronesi destaca ainda que a aprovação do Plano Diretor permitirá que novos empreendimentos do tipo se instalem na cidade ou mesmo que a própria LOG invista em novos espaços, caso feche o acordo com o grande varejista. "Não são apenas indústrias, mas é preciso ter serviços de logística, de transporte, tudo para facilitar", diz. "E a chegada de uma grande empresa somaria para a cidade, porque uma puxa outra", completa. 

O diretor executivo de operações da LOG, Sergio Fischer Teixeira de Souza, afirma que o investimento na primeira fase foi de R$ 55 milhões e outros R$ 40 milhões completariam as outras fases. Ele lembra que o potencial é para a geração de 1,9 mil empregos diretos somente no local, que conta com serviços de apoio como restaurante, vestiário, portaria e serviços gerais. "Queremos replicar esse projeto e nosso time imobiliário busca terrenos na cidade constantemente", diz. Ele não confirma o nome do varejista que pode se instalar em Londrina. 

Souza informa que se trata do primeiro condomínio logístico classe A da cidade, implantado em um terreno de 150 mil m². A área bruta locável (ABL) é de 60,5 mil m², com pé-direito de até 12 m, piso industrial com capacidade de até 8 toneladas por m², pátio de manobra de veículos leves e movimentação de carretas, estacionamento e vigilância. "Outra vantagem é a localização privilegia, porque o caminhão não precisa entrar na cidade para descarregar", diz. 

A LOG fica no trevo de acesso da avenida Tiradentes com a PR-455, na saída para Cambé. "Estamos otimistas com o mercado de Londrina, mas só vamos tomar o próximo passo quando definirmos o que será feito ali", diz o diretor da LOG. A empresa não faz pré-locações e somente investe recursos próprios.
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